BuscaPé, líder em comparação de preços na América Latina
Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar

domingo, 27 de abril de 2008

Assalto a banco deixa um homem morto no Rio

Policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar (Tijuca) impediram, numa ação cinematográfica, que uma quadrilha interestadual, com pelo menos 12 integrantes, roubasse um caixa eletrônico da agência da Caixa Econômica Federal da avenida 28 de Setembro, em Vila Isabel, na madrugada, no Rio. Houve troca de tiros e perseguição por ruas da Tijuca, que resultaram na prisão do paulista Darlan Nunes Baía, 27 anos, e na morte de um assaltante ainda não identificado.


O preso foi levado à 20ª DP (Vila Isabel). Um revólver de calibre 38 foi apreendido, e os PMs encontraram ainda uma granada, sem o pino mas não-detonada, na rua Barão de Mesquita. Segundo os policiais, ela pode ter sido abandonada por bandidos na fuga. O esquadrão anti-bomba foi acionado para desarmá-la.

Um morador das imediações, que passava em frente à agência da Caixa Econômica por volta das 4h, notou movimentação estranha dentro e na porta da agência e alertou policiais do 6º BPM. Ao chegar ao local, os policiais flagraram a quadrilha já com um caixa eletrônico dentro de um Fiat Dobló Adventure (placa do Rio de Janeiro), que fora roubado horas antes na Tijuca (e pertenceria à mulher de um capitão da PM).

Começou um intenso tiroteio que, segundo os policiais, durou cerca de 3 minutos. Com os suspeitos, alguns armados de fuzis, estavam ainda dois carros com placa de São Paulo: um Corsa e um Mercedes Classe A, além de uma moto CB 500 (placa do Rio). Um quarto carro, Peugeout 206, teria conseguido escapar do local.

Durante o tiroteio, Baía perdeu o controle do Classe A que dirigia e pulou do carro em movimento, mas foi preso. Antes disso, o veículo arrebentou o portão de um estacionamento rotativo e chocou-se numa parede. "Parecia a guerra do Iraque. Primeiro ouvi os tiros, depois vi o carro entrando sem direção aqui. Pensei que ia morrer", relatou, ainda assustado, o vigilante do estacionamento. O Corsa também foi abandonado na 28 de Setembro.

Moradores do prédio residencial ao lado da agência da Caixa Econômica foram despertados pelo tiroteio. "Parecia que os tiros eram dentro do meu quarto. Não sabia o que pensar", disse um deles. Outra moradora se dizia chocada: "Isso não é comum aqui, essa quantidade de tiros". "Eram pelo menos 10 bandidos. Quando a polícia chegou, eles começaram a atirar e correram. Teve gente fugindo de moto na contramão", contou o vigilante.

Três homens fugiram de moto pela contramão da 28 de Setembro. Na Radial Oeste, depararam-se com outro veículo do 6º BPM, que ia auxiliar no combate. Iniciou-se uma perseguição de 2 quilômetros. Os bandidos seguiram pela Radial Oeste na contramão, entraram na rua Manoel de Abreu, de lá continuaram pela rua Maxwell, no sentido do Andaraí, até a esquina com a rua Uruguai, onde trocaram de pista e dobraram na rua Barão de Itaipu. Ali, entraram na rua Nísia Floresta, que é sem saída. A moto bateu e recomeçou o tiroteio.

Um suspeito foi baleado e os outros dois escaparam. De acordo com a PM, eles rumaram em direção ao Morro do Cruz. O assaltante baleado foi levado para o Hospital do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo o preso Darlan, pelo menos quatro dos integrantes da quadrilha eram de São Paulo. Mas não explicou quais são as conexões entre os bandidos paulistas e os do Rio de Janeiro.

Nenhum comentário: